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Segunda-feira, 14.05.12

Café do Fogo – de histórico à industrial

 

Por

Carlos Flôr - Jornalista

 

 

O Café do Fogo, é considerado um café histórico, dada a sua baixa produção e qualidade superior. Cultiva-se em matéria rica orgânica e de forma tradicional, com ausência de meios mecânicos, prática que tende a desaparecer com a instalação  de novas máquinas de processamento do café dos Mosteiros, que definitivamente  vai entrar na era da industrialização, passando o município a dispor de uma unidade fabril com dois métodos modernos de processamento do café.

 

Até o final deste mês estará em Cabo Verde uma equipa técnica brasileira para instalar as novas máquinas de processamento do café dos Mosteiros.

 

De realçar que a Empresa Fogo Coffee Spirit comprou mais de 24 toneladas de café produzido nas encostas montanhosas dos Mosteiros, o equivalente a 40 por cento da produção deste ano.

 

A grande parte do produto será exportada para a Holanda. Neste primeiro ano de actividade, a empresa investiu cerca de 18 mil contos na aquisição de equipamentos.

 

Criada em finais de 2011, a Fogo Coffee Spirit tem como accionista maioritária a empresa holandesa Trabocca que detém 51 por cento das acções. Mas também conta com a sociedade da Casa Rodrigo, com 44 por cento das quotas, e a associação dos produtores de café dos Mosteiros que ficou com cinco por cento.

 

No Fogo, a introdução do café, pensa-se que ocorreu no seculo XVIII ( 1700 ) aquando da criação do margadio de Monte Queimado no Concelho dos Mosteiros, pelo seu primeiro proprietário, Pedro Fidalgo de Andrade.

 

A fama do café começou a conquistar  as terras da província de Cabo Verde, na altura província ultramarina, para depois chegar a Portugal continente. O café era o produto de ultramar português de maxima categoria e de grande influencia na balança comercial do arquipelago.

 

O “Café do Fogo - Monte Queimado”, arrecadou primeiro e segundo prémios da exposição agricola da Praia em 1917 e 1918, Medalha de ouro da exposição colonial do Porto em 1934, além de participação na grande exposição na India Portuguesa em 1954.

O cultivo é feito maioritáriamente a uma altitude que varia entre os 350 e os 1000 metros acima do nível do mar.

 

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por Carlos Flôr às 15:22



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