Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

SAMPADJUDO KU BADIO - Actualidade

Fatos atuais e de interesse geral.



Segunda-feira, 21.05.12

Festival da Gamboa agita trabalhos de urgência no Hospital Agostinho Neto

 

 

 

Por:

 

Carlos Flôr - Jornalista

 

 

Caíu  o pano sobre o Festival da Gamboa. Os números estão disponíveis para um balanço  desapaixonado de uma actividade que mexe com a Capital do País, em todos os sectores de actividade.

 

Num momento em que as pessoas de bem estão preocupadas com a segurança, estas movimentações deixam, ainda que bem coordenadas – a Polícia fez o seu trabalho -, qualquer plano de segurança um quê vulnerável.

 

Agressões e excessos de toda a ordem, tiram o brilho a festas populares como o Festival da Gamboa que foi pensado na promoção da vertente mais musical das várias formas de manifestação culturais.

 

Prova disso é que, «a embriaguez foi  a maior causa das evacuações feitas  para o Hospital Agostinho Neto (HAN) na segunda noite do festival da Gamboa»,   conforme  a responsável da Cruz Vermelha no local, Tatiana Alfama, que faz  “um balanço razoável” do festival, considerando o segundo dia do certame como o mais “eufórico”, dia que “houve mesmo a necessidade de dobrar o número de voluntários para 32 pessoas”.

No Hospital da Praia, «afronta Maria»! Para os profissionais escalados ao longo do fim de semana, em que a média das ocorrências registadas, esteve acima do esperado, aliás com uma vítima mortal, atingido num ajuste de contas à margem do festival, mas com tentáculos assentes na paródia da Gamboa, «este fim de semana foi muito agitado», confidenciou-nos um agente da Polícia Nacional, enquanto contabilizava as ocorrências registadas no livro que para tal se encontra no gabinete da Polícia Nacional, instalado na Urgência do Hospital Agostinho Neto.  

Aqui não está em causa a realização ou não do Festival da Gamboa, ou de outros festivais, mas sim esta crescente onda de marginais que – agora em grupos de dez ou mais perturbadores –,  sorrateiramente saem à noite a procura da primeira vítima.

 

Institucionalmente teima-se em passar a mensagem de que a onda de furtos,  assaltos e agressões diminuiu, o que não corresponde a verdade, pois os factos reais do dia-dia, confirmam uma crescente onda de violência gratuita, cuja a maior parte não é registada porque,  ou não deu entrada nos hospitais ou não chegou as esquadras da Polícia Nacional, por questões sobejamente conhecidas.

 

Este movimento de thugs, já está tão enraizado numa boa franja da juventude que, agir pontualmente sobre esta ou aquela situação já não resolve este mal social. Os dados há muito que estão lançados: existem grupos de marginais, criados propositadamente para aterrorizar a população, grupos estes que estão armados e bem armados.

 

Se temos marginais a perturbarem a Sociedade, estes devem ser também socialmente responsabilizados, devendo para isso, serem criadas todas as condições legislativas, humanas e materiais para que os «fora da lei» sejam banidos desta sociedade. Só de lembrar que noutras paragens quando surgiram fenómenos do tipo, os marginais começaram a desaparecer sem ninguém saber o paradeiro, não consigo deixar de pensar no que já dizia o outro, talvez não tão desesperado como nós estamos nos dias de hoje: …Para grandes males, grandes remédios!

 

 

Contactos:

www.flornacidade@hotmail.com

www.flornacidade@sapo.pt

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Carlos Flôr às 16:17



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Rádio Cidade FM 91.1

  • Notícias

  • Criatividade!

    Espectáculo desenho