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Terça-feira, 29.05.12

Poder de compra - 1 de Junho Trabalhadores querem brinquedo de volta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“A condição para se chegar a um entendimento, é não politizar a questão laboral no País, porque o direito dos trabalhadores, está acima de qualquer partido político no poder ou na oposição”

 

 

A propósito de 1 de  Junho, estou a revisitar a minha infância do tempo da JAAC-CV, em que, pioneiros ou não, nesse dia, ordeiramente saíamos as ruas – acompanhados dos professores -,  fazendo várias demonstrações em longas caminhadas, cantanto ao logo dos percursos, que «as crianças são as flores da revolução», estávamos a  1 Junhos  da era pós independência, no século passado e na primeira República.

Da afronta de trabalhadores conhecia-se o massacre de Pidjiguity, de 3 de Agosto de 1959.

Estas e outras flores, agora desabrochadas, vão sair as ruas no dia 1 de Junho deste ano, em pleno século XXI e na era do Face Book e outras tantas formas modernas de comunicação, só para dizer ao governo que «kau sta mau» para os trabalhadores Cabo-verdianos, que os Sindicatos dizem  sentir-se  «indignados e descontentes» com a «falta de diálogo e injustiça» do Governo.

O desentendimento alimentado pelo novo Plano de Cargos Carreiras e Salários, PCCS,  que o Governo apresentou aos sindicatos sem o anexo «Salários», ganha novos contornos com o aproximar do dia 1, sexta-feira que vem, pois os Sindicatos já disseram, para quem quer ouvir, que « O Governo e o patronato estão em sintonia e fizeram uma aliança», alertando assim para a possibilidade de outras formas de luta, como uma greve geral, que a acontecer, seria o primeiro na história laboral do País, em que o 13º mês, no dicionário Kriol significa «promessa» e o salário mínimo…  o mínimo que se pode aplicar quando houver vontade.

Surprise! Ao contrário de José Maria Neves - que disse recentemente ser “bom” o ambiente laboral -, o secretário de Estado, Romeu Modesto,  espera dos sindicatos “uma postura, de facto, responsável, preocupada com a situação laboral do país», e nem mais!

Mas, mais do que qualquer adjectivo qualificativo que se possa usar para caracterizar o ambiente laboral em  Cabo Verde, o mais importante é ter a consciência de que há gente descontente com o actual estado das coisas.

A condição para se chegar a um entendimento, é não politizar a questão laboral no País, porque o direito dos trabalhadores, está acima de qualquer partido político no poder ou na oposição, por isso, se o trabalho dignifica o homem, através de um justo salário e faz crescer  esta Terra pela  força dos braços e dos conhecimentos técnico-académicos, ficamos “sakedu” em cima do muro a espera de melhores dias para os trabalhadores.  

Agora, se há quem também esteja contra ou à favor do dia 1 de Junho para a realização de uma manifestação, por ser  “um dia que deve ser reservado às crianças”, como se lê algures por aí, quanto a nós, todos os dias são dias de luta para melhor salário, pois só assim, estaremos em condições de garantir ensino e “o pão nosso de cada dia” para as nossas crianças”. 

Às crianças de todas as idades, até se completar o ciclo de vida de uma passagem terrena, antecipados votos de feliz 1 de Junho, e que acabemos de vez com esta mania de dividir este País em esquerda ou direita, pois a nossa missão é seguir em frente…  todos sabemos que, “atrás  vem gente”!.

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por Carlos Flôr às 16:28



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