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SAMPADJUDO KU BADIO - Actualidade

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Domingo, 03.06.12

Festas Juninas – San Jon revoltôd!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mês de Junho, chega e faz renascer as práticas e os rituais das festas Juninas. O epicentro destas festas com um forte pendor religioso  -  mas, nos dias de hoje com várias actividades pagãs -, está no dia de São João,  religiosamente celebrado e festejado a 24 de Junho.

 

A festa de “San Jon”  – como é chamada  lá para os lados de S. Vicente -, tem raízes em todas as ilhas habitadas, com grade destaque para  S. Vicente, S. Nicolau e Brava, mas festa mesmo é em Porto Novo na Ilha de Santo Antão onde «Sanjon ê revoltôd»!

 

Em S. Vicente, Durante a festa de “Sanjon” são realizadas várias actividades que vão desde exposições sobre a festa, concursos de desenho para crianças e do “Navizim de Sanjon”  -pequeno navio de madeira cheio de cores que desfila juntamente com quem dança o cola San jon. Na Véspera, as pessoas fazem “Lumnara”  - saltam sobre uma fogueira -, e no dia 24 a romaria para ribeira de Julião, onde se realiza esta festa,  seguida de uma missa solene.

 

Na ilha de S. Nicolau, por esta altura,  a população de Praia Branca une-se nas celebrações folclóricas, religiosas e também desportivas  de São João.

 

Os tambores começam a tocar logo nos primeiros dias , no Largo da Laja. “O tocar é único. Os dizeres e cantares também. O desfile é, além de maravilhoso -  acima de tudo -,  disciplinado!

 

O Nhô San Djon na Brava – festa rija -,  não possui a umbigada característica das ilhas de barlavento. As coladeiras fazem os balanceios do "kolá San Djon" , cantam ao desafio!

 

 Os tambores executam toques semelhantes aos das outras ilhas, mas não com a mesma pureza do repicar, qualquer coisa como um bater "excitado".  

 

Na ilha Brava o cavalo dança ao som do tambor enquanto o dono leva a bandeira com a imagem de São João Baptista. O ritmo que impera é o Colá, sobretudo interpretado no período das festas de romaria em Cabo Verde que decorre de Maio a Junho.

O colá é visto por estudiosos como um fenómeno de sincretismo religioso, enquanto se celebram os santos católicos, tem lugar em simultâneo,  danças de cariz africana, que ganhou notoriedade por altura do século XVII. O objectivo seria de pedir um bom ano agrícola, tendo em conta a aproximação da época das chuvas.

O Historiador Felix Monteiro, escreveu que  “conforme as datas, celebra-se o colá em diferentes localidades, «colando» ao respectivo Santo padroeiro da localidade ou da ilha. Em Santo Antão, «cola-se» à Santa Cruz em 3 de Maio, nas localidades de Coculi e Chã das Pedras, a Santo António em 13 de Junho na localidade de Vila das Pombas, a São João em 24 de Junho na vila do Porto Novo e a São Pedro em 29 de Junho na localidade de Garça. Em São Vicente, a Santa Cruz na localidade de Salamansa, a São João na localidade de Ribeira de Julião e a São Pedro na localidade do mesmo nome. Em São Nicolau também se festejam o São Pedro e o São Pedrinho. No Sal, festejam-se a Santa Cruz e o São João, este último tendo sido também festejado na Boa Vista”.

 

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por Carlos Flôr às 08:51



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